Há um mês lancei aqui pelo blog um desafio: quem respondesse mais corretamente a pergunta de "como tornar a comunicação empresarial tangível e mensurável" ganharia um livro e teria sua resposta publicada aqui. Sendo assim, depois de receber algumas respostas, eis que o vencedor foi Camila Mariah Cavalcanti Pestana. Confira a resposta abaixo.
Por Camila Mariah Cavalcanti Pestana
"Se partirmos do princípio de que ‘tangível’ e ‘mensurável’ são valores matemáticos que reduzem e qualificam coisas a números e quantidades, torna-se evidente – a princípio – a forma como a Comunicação Empresarial pode ser medida, matematicamente falando.
Como ativo da empresa, a Comunicação gera gastos e os mesmos devem ser apresentados nos balanços financeiros da organização. Se a empresa apresentava lucro “X”, antes de criar um setor de Comunicação
e, após sua instalação, o balanço seguinte apresentar lucro “3X” – considerando esta a única alteração que gerou custo – bom, já conseguimos medir e indicar um caminho de como fazê-lo.
Entretanto, se a questão não é medir exatamente o retorno material alcançado pelas ações de Comunicação Empresarial, mas o retorno em forma melhoria da imagem e valorização da marca, então o caminho é outro.
Seguindo parcialmente o método de Wilson Bueno, é possível usar o clipping para medir os resultados alcançados por estratégias de Comunicação, mas, a questão aqui é a Comunicação Empresarial e esta vai um pouco além.
Acredito que o trabalho deve começar internamente, medindo o grau de satisfação dos empregados e em quais setores eles acham que a empresa poderia melhorar. Esta pesquisa pode ser realizada através de questionário, de participação facultativa, onde os empregados não precisam se identificar.
O segundo passo seria estratégico, com a criação de redes colaborativas, internas e externas, envolvendo profissionais de todas as áreas da empresa e não apenas da Comunicação. Essas redes seriam responsáveis por indicar os valores que os stakeholders estão buscando, o que eles entendem como uma empresa ideal.
Na terceira etapa entra o trabalho seria exclusivamente da Comunicação Empresarial. Com as duas bases de pesquisa em mãos, a Comunicação deve agir. Criar ou reformular missão, valores, negócios da empresa. Fazer ampla divulgação interna e externa. Criar cursos de aperfeiçoamento nas temáticas éticas e sociais e workshops para sensibilização e conscientização dos funcionários, sobre a importância de agregarem os valores organizacionais a seus valores pessoais.
Reposicionamento de imagem e marca; criação de novo layout; enfim, campanhas, publicidades, eventos externos (caminhada pela saúde; dia do voluntário...). O que realmente importa aqui é agregar à marca valores éticos. Mas nada de enganação. É preciso que realmente esses valores sejam incorporados, para que possam verdadeiramente aparecer.
Por fim, refazer as pesquisas. Satisfação, credibilidade, seriedade, ética, profissionalismo, felicidade, prazer... Alguns, conceitos relativamente intangíveis, mas eficientes para mensurar os resultados da Comunicação Empresarial.
Por Camila Mariah Cavalcanti Pestana
"Se partirmos do princípio de que ‘tangível’ e ‘mensurável’ são valores matemáticos que reduzem e qualificam coisas a números e quantidades, torna-se evidente – a princípio – a forma como a Comunicação Empresarial pode ser medida, matematicamente falando.
Como ativo da empresa, a Comunicação gera gastos e os mesmos devem ser apresentados nos balanços financeiros da organização. Se a empresa apresentava lucro “X”, antes de criar um setor de Comunicação
Entretanto, se a questão não é medir exatamente o retorno material alcançado pelas ações de Comunicação Empresarial, mas o retorno em forma melhoria da imagem e valorização da marca, então o caminho é outro.
Seguindo parcialmente o método de Wilson Bueno, é possível usar o clipping para medir os resultados alcançados por estratégias de Comunicação, mas, a questão aqui é a Comunicação Empresarial e esta vai um pouco além.
Acredito que o trabalho deve começar internamente, medindo o grau de satisfação dos empregados e em quais setores eles acham que a empresa poderia melhorar. Esta pesquisa pode ser realizada através de questionário, de participação facultativa, onde os empregados não precisam se identificar.
O segundo passo seria estratégico, com a criação de redes colaborativas, internas e externas, envolvendo profissionais de todas as áreas da empresa e não apenas da Comunicação. Essas redes seriam responsáveis por indicar os valores que os stakeholders estão buscando, o que eles entendem como uma empresa ideal.
Na terceira etapa entra o trabalho seria exclusivamente da Comunicação Empresarial. Com as duas bases de pesquisa em mãos, a Comunicação deve agir. Criar ou reformular missão, valores, negócios da empresa. Fazer ampla divulgação interna e externa. Criar cursos de aperfeiçoamento nas temáticas éticas e sociais e workshops para sensibilização e conscientização dos funcionários, sobre a importância de agregarem os valores organizacionais a seus valores pessoais.
Reposicionamento de imagem e marca; criação de novo layout; enfim, campanhas, publicidades, eventos externos (caminhada pela saúde; dia do voluntário...). O que realmente importa aqui é agregar à marca valores éticos. Mas nada de enganação. É preciso que realmente esses valores sejam incorporados, para que possam verdadeiramente aparecer.
Por fim, refazer as pesquisas. Satisfação, credibilidade, seriedade, ética, profissionalismo, felicidade, prazer... Alguns, conceitos relativamente intangíveis, mas eficientes para mensurar os resultados da Comunicação Empresarial.


