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segunda-feira, 6 de abril de 2009

Rede exige equilíbrio nas linguagens coloquial e corporativa

Por RP Rodrigo Cogo – Conrerp SP/PR 3674
Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas (www.mundorp.com.br)


O conhecimento é como uma esfera, cujo aumento de volume coloca mais pontos de contato com o desconhecido e com mais interagentes. Hoje, a comunicação ganha um ar de virtualidade, ainda que mesclado com o real, transitando entre átomos e bytes, entre o palpável e o simbólico, o que traz ainda maiores desafios para os comunicadores. Este panorama foi um dos temas tratados na Conferência de Portais Corporativos da International Business Communications/IBC, integrante do Informa Group, realizada entre os dias 24 e 26 de março de 2009 no Hotel Pergamon em São Paulo/SP.

A análise é de Carlos Seabra, diretor de Tecnologia do Instituto de Pesquisas e Projetos Sociais e Tecnológicas/IPSO, que destaca haver “uma imensidade de desafios na tarefa de produzir e gerir conhecimento”, acrescentando que o mundo da mobilidade, sobremaneira com os celulares, traz uma nova preocupação na adequação de formato e conteúdo. A gestão editorial é um processo que se mantém fundamental mesmo em tempos de descentralização da produção de conteúdo, porque do contrário se corre o risco de um empobrecimento dos discursos e reflexões, pelo tipo de participação que se vê nas redes sociais. De todo modo, reconhece que nunca houve tantas pessoas como agentes da comunicação escrita, com diferentes tipos de linguagem, o que seria bastante positivo. Aliás, para ele aparecem aí inúmeros elementos inibidores da expressão, como a falta de domínio da gramática ou até do raciocínio lógico. E acresce: “vamos de uma extrema informalidade na linguagem coloquial, para um extremo formalismo na linguagem oficial corporativa. Temos que achar um equilíbrio”. E lembra que a qualidade dos processos, inclusive nas certificações ISO, é escrever o que se faz e fazer o que se escreve, mostrando a força da capacidade de comunicação que precisa ser desenvolvida para todos os níveis hierárquicos. Seabra pontua, somente, que a linha entre política editorial e censura é tênue e merece muita atenção.



Outro ponto no mundo dos portais que representa novas exigências aos profissionais é o monitoramento contínuo dos usos, e também a organização de seus arquivos e acessos por links. Ele sugere cuidado com o exagero nos hiperlinks, porque o resultado final pode ser a dispersão do leitor, e não a atribuição de poder de escolha de ordens de leitura. O exercício de realizar treinamentos para inserção de profissionais nas redes sociais, por meio da abertura de acesso nas empresas ao Orkut, a blogs pessoais e ao MSN, mesmo que tratando de temas não corporativos, é o melhor caminho na opinião do pesquisador. Esta pessoa cria familiaridade, identidade e apreço com os canais e depois fica muito mais suscetível a incorporar os meios para produção institucional. “As pessoas escrevem bem quando leem muito. Além disto, quando praticam bastante. Mas o letramento nem sempre produz bons comunicadores”, alerta para demonstrar a complexidade do tema.

INTRANET – Gisele Martins, coordenadora de Comunicação Interna da Ultragaz, falou da experiência com a intranet criada em 2006. Sua empresa tem 70 anos e é líder e pioneira na distribuição de gás LP no Brasil, sendo a sexta maior empresa da área no mundo. Tem quatro mil funcionários e, através de 4.200 revendas, comercializa por mês sete milhões de botijões. A área de comunicação interna é subordinada ao setor de Recursos Humanos e o canal faz parte de um mix mais amplo de instrumentos impressos e eletrônicos. Na origem, a intranet era vista como um portal de passagem para outros sites, com informação desalinhada e desatualizada, ferramenta de conteúdo limitada, dada a falta de cultura de acesso à rede. A renovação iniciou pelo estudo do perfil de público em nível hierárquico e faixa etária, transformando a plataforma numa fonte única para busca de informações consideradas confiáveis e eficientes, gestão de conhecimento e serviços integrados, integrando todas as unidades administrativas.

Gisele comenta que teve como premissas básicas o aumento da eficácia e produtividade, garantia de agilidade e descentralização na tomada de decisões e prioridade a áreas, serviços e públicos com suas demandas mais imediatas. Articularam, assim, uma espécie de concorrência entre 11 fornecedores (analisando história, clientes, referências, descrição de serviços, orçamento, funcionalidade). Em trabalho conjunto com o Marketing, que é a área responsável pela internet, conheceram trabalhos de outras organizações, a partir do agendamento direto de visitas ou intermediado com clientes dos fornecedores contratados. Após a escolha, organizaram uma implantação em ondas, para dar respostas rápidas e efetuar mudanças constantes com benefícios cumulativos, sem assustar o usuário e gerar conflito. Um tutorial completo de realocação de seções antigas e dos novos espaços criados foi feito, junto com um help-desk permanente. Tudo era sustentado pela produção de textos, imagens, documentos pela equipe e pela interação em fóruns, chats e blogs. “O comprometimento das equipes para geração de conteúdo é fundamental. É um novo conceito criativo num novo momento digital”, acresce, informando que eram 25 responsáveis em cada uma das 20 áreas, gerando 500 páginas de materiais.
A executiva ainda assinala que foi usado o recurso da TV flash, com dinamismo de oferta de temas e manchetes e com atualização constante, e aplicaram um menu dos sistemas internos em total integração com o canal (gerenciamento de pessoal, logística, CRM e outros). O lançamento da nova intranet envolveu cartazes, envelopamento de elevadores, teasers e pop-up nos terminais. Como aprendizagem do processo de renovação, ela cita os desafios de fazer uma parceria com o setor de TI, selecionar de fato o melhor fornecedor para desenvolvimento e gestão de conteúdo, cumprir o cronograma evitando retrabalhos e pensar na potencialização da interação através de novidades vindas nas ondas subsequentes de implementações e aplicativos. Para evitar a perda de conteúdo no processo, ela sugere manter o histórico do planejamento, coleta e organização dos dados dentro da empresa, e não com um fornecedor externo que pode mudar e levar junto a inteligência em andamento. O preenchimento dos espaços depende da motivação da equipe, frequentemente tímidas ou inabilitadas à plena participação, sempre sob orientação criativa do setor de Comunicação. A idéia do gerenciamento das ondas em implantação precisa ser compreendida e desenvolvida com transparência, informando e negociando as possibilidades atuais e futuras.

Na Ultragaz, a experiência da construção conjunta de intranet e extranet garantiu sincronismo tecnológico, padronização visual, melhor distribuição de custos e alinhamento total de abordagem e estilo. A coordenadora somente alerta para a disputa interna de atenção do fornecedor, porque as equipes estavam em níveis diferentes de formatação dos conteúdos e possuem linguagens muito distintas. A segunda onda do trabalho vem com a implementação de novas funcionalidades, como blogs, fóruns e MSN acessíveis pela página, além do monitoramento de uso das seções disponibilizadas para embasar a edição e a divulgação. A terceira onda virá com a gestão do conhecimento e o webtraining. “O ambiente eletrônico deve ser o reflexo real da empresa, em constante aperfeiçoamento, com equipes unidas pelo objetivo de comunicar bem”, finaliza.

INTEGRAÇÃO – Pois esta noção de integração é a tônica da ação web da Perdigão, empresa brasileira que emprega mais de 55 mil funcionários em suas quatro fábricas e 27 centros de distribuição, além de exportar para 100 países. O publicitário Alex Toledo, coordenador do Comitê de Internet, relembra o primeiro portal em 1997 e o período em que as áreas de Relações com Investidores, Marketing, Recursos Humanos e Comércio Exterior da companhia resolveram publicar conteúdos e manter um espaço na rede de maneira independente e isolada, por volta de 2002. Somente dois anos depois a integração de sistemas, visual e linguagem aconteceu, sendo criado este comitê interno de governança para também ajudar na adequação a cada stakeholder. Havia uma indefinição de objetivos e verbas e insatisfação com o serviço de múltiplas agências externas. “A empresa tinha uma cara multifacetada na internet, incapaz de transmitir a dimensão do portfólio de produtos, marcas e serviços. Era preciso um novo realinhamento estético e funcional”, manifesta.

Um dos métodos foi nomear gerenciadores internos de conteúdo, que inclusive colaboram em situações de emergência. Foi explorada a linguagem multimídia, fortalecendo a marca com atributos de inovação, também pelo aprimoramento da experiência online do consumidor, numa demanda crescente. Houve um trabalho de reordenamento de conteúdos dos sites que existiam nas empresas adquiridas recentemente (Batavo, Elegê e outras), unificando partes corporativas, como relações com investidores e com a imprensa, a partir de uma inter-tela explicativa da função dos negócios. As demais sessões ficaram temporariamente iguais, até o alinhamento final do processo iniciado em 2009.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Blogs e vídeos mantêm atratividade na internet

Por RP Rodrigo Cogo – Conrerp SP/PR 3674
Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas (www.mundorp.com.br)


A julgar pela atenção dedicada pelos organizadores, palestrantes e platéia do Web Expo Fórum, os blogs corporativos e a linguagem audiovisual estão em alta na rede. Várias palestras focaram estes temas e garantiram repercussão. O evento foi realizado no Centro de Convenções do Shopping Frei Caneca em São Paulo/SP entre os dias 17 e 19 de março de 2009.

A internet altera completamente a forma de planejar a comunicação. Além do mais, as fronteiras das organizações estão em redefinição a partir de princípios de ação colaborativa nunca vistos antes. O usuário vem assumindo um papel fundamental com o poder de escolha sobre o que ver e com poder de interferir no cotidiano. Vai-se da primazia do discurso concentrado nos veículos de mídia para o empoderamento do usuário com o Consumer-Generated Content. Esta é a opinião da relações públicas Carolina Terra, diretora da área de mídias sociais da agência Ideal, que usa manchete da Revista Exame - “a empresa está nua”, para falar da era do “Eumídia”, que significa não só produção de conteúdo mas também influência cruzada com outras pessoas, diminuindo a força dos então “formadores de opinião” instituídos. Agora, canais de usuários sistematizam a conversação e a opinião, positiva ou negativa, sobre as marcas, o que exige monitoramento e intervenção. Mais ainda, as mídias sociais tendem a ganhar repercussão das mídias de massa. “Há uma expansão das fronteiras de relacionamentos”, manifesta, não ficando mais restrito aos limites de interações físicas.



Uma das ferramentas mais indicadas para que o buzz aconteça é o blog corporativo, que reforça e consolida uma marca por buscar ser referência de um tema ou de um enfoque. Assim, gera uma comunicação bidirecional, com o espaço de comentários públicos como estímulo às conversações. Entre os motivos para que o blog tenha tamanha aceitação, ela cita a existência de ferramentas e templates prontos para dar origem ao conteúdo e com endereço e sediamento gratuitos, sem maiores exigências técnicas. Além disto, é um veículo opinativo, instiga participação e gera com isto comunidades por afinidade de interesses. Carolina explica que há vários tipos de blogs, como os externos de comunicação de marketing, de inteligência competitiva, de relações públicas, de gestão de relacionamento com o cliente, de suporte ao cliente, entre outros, e os internos de gestão do conhecimento, comunicação interna e gestão de projetos. Tudo depende dos objetivos e usos, como para influenciar internautas, reduzir custos de atendimento ao usuário, construir marca e reputação, participar das conversas online, posicionar-se nos sites de busca pela referenciação, gerar tráfego para sites tradicionais, ser fonte de idéias de inovação e ser canal de pesquisas.

A RP enumera como pontos positivos da adoção de um canal do gênero a posição de vanguarda que se incorpora à organização, a aproximação com audiências e a formação de novos públicos, tendo como desvantagens previstas a possibilidade de conteúdos ofensivos, a dificuldade de obter lucratividade e a ausência de controle de conteúdos e estilos de interação, ainda que se tenha filtros e seleções com diretrizes de uso e mediação oficial para não perder o foco do canal. A movimentação em torno do blog não prescinde de divulgação, daí que ela sugere fazer campanhas de links patrocinados, garantir a busca natural, incentivar conteúdo viral, usar rede de links, dinamizar os comentários e fazer até mesmo anúncios publicitários, on e offline. Claro que esta etapa não acontece sem antes perceber o blog como ferramenta de comunicação, e por isto os passos envolvem definição de objetivos, treinamento de porta-vozes (blogtraining), estímulo à comunicação circular, organização como repositório de conhecimento e estímulo à auto-gestão.

VÍDEOS – Para Alexandre Campos, Consulting Manager da IDC Brasil, o mercado de vídeos na rede deve aumentar 50% anualmente até 2012, chegando a obter investimentos de US$ 3,8 bilhões. Esta é, na opinião do especialista, uma comprovação do interesse do internauta por conteúdo multimídia. Quem atua na web precisa ter como sentenças básicas a importância de falar a linguagem que o seu público prefere, a importância da atingir a comunidade de influenciadores e a consciência de atuação sobre personalização, colaboração, inovação e mobilidade. A mobilidade, aliás, é um fator preponderante para o relacionamento oragnizacional hoje, até porque mais da metade da população mundial tem aparelhos celulares, muitos deles bastante equipados e com potencial de veicular imagens com movimento e som.
O jornalista Rubens Meyer, diretor da divisão de Comunicação Digital da S2, cita dados da ComScore de janeiro de 2009, apontando que nos Estados Unidos houve 14,8 bilhões de vídeos assistidos pela internet por mais de 147 milhões de usuários únicos, o que significa que 76,8% dos norte-americanos assistem vídeos na rede, empregando 356 minutos/mês. No Brasil, o panorama não é muito diferente: 13 milhões de usuários brasileiros visitam o YouTube (audiência 130 vezes maior que a série de TV paga mais assistida) e 8,3 milhões visitam o Globo Vídeo, com 35 minutos por mês de uso, segundo dados da ComScore de julho de 2008. Ele relembra que nos primórdios do vídeo na internet discada registrou-se a popularidade do “Real Audio”, com downloads demorados e qualidade baixa pela exigência de alta compressão. Hoje, tem o streaming vídeo – transmissão de áudio e vídeo pela rede IP sem necessidade de download, com visualização iniciada quase imediatamente pela armazenagem progressiva num buffer que depois se apaga. Um streaming satisfatório tem como pré-requisito a compressão equilibrada com qualidade e a largura da banda, além da capacidade de processamento do equipamento que roda o conteúdo. Entre os diversos usos corporativos, ele comenta que é maior a freqüência de transmissão de eventos e a realização de coletivas de imprensa, afora todas as possibilidades de comunicação publicitária. Meyer assinala que 62% dos internautas preferem conteúdo produzido por profissionais e 19% preferem amadores. “Devemos levar em conta o alcance da força da mensagem multimídia, há uma cultura nacional que valoriza a imagem”, arremata.
Kika Oncken, gerente de Vendas do Google, entende o vídeo como alternativa de diversão e de engajamento do público na produção de conteúdos e ainda como fonte informativa com potencial de viralização. O consumidor digital é multitarefa, gosta de conveniência para exercer sua liberdade e quer dividir com sua rede de contatos. Tanto que o ranking do YouTube é estabelecido por visualizações, pela escala de estrelas e favoritos registrados pelos visualizadores e pelas palavras-chave cadastradas. Para ela, o sucesso do YouTube se deve à combinação do potencial do vídeo com o poder do conceito de comunidade, tornando-o o quarto maior site do mundo e o segundo buscador mundial de conteúdos, só atrás do Google. E a renovação é constante, porque são colocadas 15 horas de vídeo por minuto. No Brasil, são 30 mil novos cadastrados e 35 mil novos vídeos por dia, com 94,2% dos internautas brasileiros vendo este tipo de material, e destes 49% vêem diariamente, levando o país ao topo do ranking mundial. O tempo gasto com vídeos tem crescido na faixa de 35% ao ano.

O CULTO DO AMADOR: como blogs, MySpace, Youtube e a piratara digital estão destruindo nossa economia, cultura e valores

Um comentário no post de uma matéria do Rodrigo Cogo me fez chegar até esta obra. Gostei do release e vou procurá-lo para comprar. Dá uma olhadinha aí:


Nossa cultura está se transformando em uma rede de banalidades e desinformação em que qualquer um pode falar o que quiser, sem preocupação com a relevância ou a veracidade das informações.

É o que diz o controverso Andrew Keen – gerando uma polêmica que, é claro, espalhou-se rapidamente pela web. Para ele, as conseqüências desse culto ao amadorismo são muito graves. Quando blogueiros e autores de vídeos anônimos, sem qualquer padrão profissional ou filtro editorial, podem manipular a opinião pública, a verdade torna-se uma mercadoria a ser comprada, vendida e reinventada.



O impacto que isso pode ter na sociedade é assustador. Nossas mais valiosas instituições culturais – em particular a música e a mídia impressa – estão perdendo espaço para uma avalanche de conteúdo amador, gratuito, gerado pelo próprio
usuário. A pirataria digital já devastou a multibilionária indústria fonográfica e ameaça a indústria do cinema e a do livro.

Nessa cultura online em que a propriedade intelectual é livremente trocada, baixada e recombinada, a proteção aos direitos autorais está em perigo: artistas, autores, jornalistas, músicos, editores e produtores têm os frutos de seu trabalho
criativo usurpados. Além disso, o anonimato da Web 2.0 cria um ambiente em que pedófilos e ladrões de identidade, por exemplo, podem agir livremente.

Oferecendo soluções concretas que permitiriam refrear a atmosfera inconseqüente e narcisista da web, O culto do amador é um alerta dirigido a cada um de nós. Suas críticas podem ser radicais e polêmicas, mas levantam uma discussão extremamente necessária.

SOBRE O AUTOR: ANDREW KEEN é um empreendedor pioneiro do Vale do Silício. Seus escritos sobre mídia, cultura e tecnologia são publicados nos periódicos Los Angeles Times, Wall Street Journal, Guardian, Independent, Forbes, Weekly
Standard, Prospect e Fast Company, entre outros.

O culto do amador é um sucesso internacional, publicado em mais de 12 línguas. Por conta da polêmica gerada pelo livro nos Estados Unidos e na Inglaterra, Andrew Keen participou de programas de TV e rádio ao redor do mundo. Também foi convidado para debates na Fox News, CNN International, BBC Newsnight e Today Show.
14x 21cm, 208 páginas
EAN: 9788537801253
ISBN: 978-85-378-0125-3
Tradução: Maria Luiza X. de A. Borges

Fonte: Zahar
 
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